Dezembro 2013

Happy Christmas

Happy ChristmasHAPPY CHRISTMAS AND A HAPPY NEW YEAR!

If possible, please offer and read countless books.

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BOM NATAL E FELIZ 2014!

Se possível, ofereça e leia todos os livros que desejar.

Reading books on public transportation

Reading books on public transportationWhere do people read books?

Where do you like to read? Do you like to read books on public transportation?

In this image the girl is reading in the Bica Funicular (Lisbon, Portugal). The Bica Funicular opened in 1892 and in 2002 it was designated a National Monument.

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Onde é que se lê mais livros?

Onde é que prefere ler? Por exemplo, gosta de ler nos transportes públicos?

Na imagem, a leitura absorvente é efectuada no Elevador da Bica (ou Ascensor da Bica), funicular inaugurado em 1892 que estabelece a ligação entre o Largo do Calhariz e a Rua de São Paulo, em Lisboa; Monumento Nacional desde 2002.

Monastery of Santa Maria de Pombeiro Library

 Monastery of Santa Maria de Pombeiro LibraryThe Monastery of Santa Maria de Pombeiro is a monastery in the civil parish of Pombeiro de Ribavizela, in the municipality of Felgueiras (district in Porto), in the northern region of Portugal.
The first reference to a monastery or religious institution came from a paper brief to Pope Leo IV (in 853). Its founding would not occur until 13 July 1059 by Dom Gomes Aciegas, and completed 1102.
After the 19th century, the church and monastery were progressively falling into ruin, after the Benedictine monks were expulsed in 1834. Because of that, since then the Library has no books.

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O Mosteiro de Pombeiro ou Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro (Pombeiro de Ribavizela, concelho de Felgueiras), cuja primitiva construção românica data dos anos 1059 e 1102, é um dos 21 monumentos que integram a Rota do Românico do Vale do Sousa. A sua Biblioteca, designada então por ‘Livraria’, deserta de livros (ver imagem), data de 1819.
Tal como se explica no livro Bibliotecas Maravilhas de Portugal / Libraries Wonders of Portugal», a propósito de outras Bibliotecas, o acervo desta Livraria desapareceu em 1834, com a extinção das ordens religiosas. Também como referido nesse livro, a propósito de outras Livrarias/Bibliotecas, pouco anos antes (1809) da criação desta Livraria as tropas francesas foram responsáveis por estragos irreversíveis no Mosteiro, através de um incêndio que provocaram.
Hoje, esta sala com estantes perfeitas, alfabeticamente organizadas, mas desabitadas de papel, pergaminho e peles, bem como de letras, páginas e tintas, pode ser admirada como um símbolo da intolerância religiosa e cultural.

Bookstore in Óbidos

Bookstore in Óbidos

‘Mercado Biológico de Óbidos’ bookstore, Óbidos, Portugal.
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O Mercado Biológico de Óbidos, tal como a Livraria de Santiago (instalada na Igreja de São Tiago) que já aqui tínhamos apresentado, é um dos deslumbrantes e inovadores espaços do projecto Óbidos Vila Literária, onde o livro é a figura principal. — em Óbidos Vila Literária.

Index Librorum Prohibitorum

Index Librorum Prohibitorum

Ever since the 15th century products of the printing press have been subject to censorship. The rise of movable type printing in the 15th century triggered preventive and repressive censorship.
Ever since its beginnings, the Roman Catholic Church has tried to protect the faithful against what it sees as dangerous thoughts and writings. Following the invention of the printing press this led to the Index Librorum Prohibitorum (from 1559, with Pope Paul IV till 1966, with Pope Paul VI). The Index contains texts banned by the Roman Catholic authorities because they were said to endanger faith and public morals.
Some noteworthy intellectuals figures on the Index include Blaise Pascal, Nicolau Maquiavel, René Descartes, Rousseau, Victor Hugo and Voltaire.(photo taken at National Library of Portugal)******Desde a invenção da prensa de tipos móveis (imprensa), no século XV, que todo o material impresso tem estado sujeito a censura (preventiva ou repressiva). Igualmente, desde os seus primeiros tempos, a Igreja Católica tentou ‘proteger’ os seus fiéis daquilo que pensava serem escritos ou pensamentos perigosos. Isto levou à publicação de uma edição, continuamente actualizada, designada por Index Librorum Prohibitorum – Índice dos Livros Proibidos – (vigorou desde a sua promulgação inicial em 1559, no Concílio de Trento, com o Papa Paulo IV, até ao ano de 1966, com o Papa Paulo VI). O Index identificava os textos banidos pelas autoridades católicas por, segundo estas, conterem conteúdo tido como impróprio e, como tal, colocarem em perigo a fé e a moral pública. Algumas obras de intelectuais bem conhecidos, tais como Blaise Pascal, Nicolau Maquiavel, René Descartes, Rousseau, Victor Hugo e Voltaire, foram alvo de censura e integraram o Index.
Algumas edições do Index Librorum Prohibitorum apresentavam a paradoxal imagem (na foto) dos doutores da Igreja a queimar os livros ‘heréticos’!

(imagem captada na Biblioteca Nacional de Portugal

Reading Fernando Pessoa

Reading Fernando Pessoa
«From the terrace of this café I look tremulously out at life. I can’t see much of it, just the bustle of people concentrated in this small bright square of mine. Like the beginnings of drunkenness, a profound weariness illuminates the souls of things. Life, obvious and unanimous, flows past outside me in the footsteps of the passers-by.
In this moment my feelings all stagnate and everything seems other than it is, my feelings a confused yet lucid mistake. Like an imaginary condor, I spread my wings but do not fly.
As a man of ideals, perhaps my greatest aspiration really does not go beyond occupying this chair at this table in this café.

Everything is as utterly vain as stirring up cold ashes, as insubstantial as the moment just before dawn.
And the light shines serenely and perfectly forth from things, gilds them with a smiling, sad reality. The whole mystery of the world appears before my eyes sculpted from this banality, this street.
Ah, how mysteriously the everyday things of life brush by us! On the surface, touched by light, of this complex human life, Time, a hesitant smile, blooms on the lips of the Mystery! How modern all this sounds, yet deep down it is so ancient, so hidden, so different from the meaning that shines out from all of this.»
The Book of Disquiet, Fernando Pessoa
(photo: Café No Chiado, Lisboa, Portugal)

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«Do terraço deste café olho tremulamente para a vida. Pouco vejo dela – a espalhada – nesta sua concentração neste largo nítido e meu. Um marasmo como um começo de bebedeira, elucida-me a alma de coisas. Decorre fora de mim nos passos dos que passam e na fúria regulada de movimentos a vida evidente e unânime.
Nesta hora dos sentidos estagnarem-me e tudo me parecer outra coisa – as minhas sensações um erro confuso e lúcido, abro asas mas não me movo, como um condor suposto.
Homem de ideais que sou, quem sabe se a minha maior aspiração não é realmente não passar de ocupar este lugar a esta mesa deste café?

Tudo é vão, como mexer em cinzas, vago como o momento em que ainda não é antemanhã.
E a luz bate tão serenamente e perfeitamente nas coisas, doura-as tão de realidade sorridente e triste! Todo o mistério do mundo desce até ante meus olhos se esculpir em banalidade e rua.
Ah, como as coisas quotidianas roçam mistérios por nós! Como à superfície, que a luz toca, desta vida complexa de humanos, a Hora, sorriso incerto, sobe aos lábios do Mistério! Que moderno que tudo isto soa! E, no fundo tão antigo, tão oculto, tão tendo outro sentido que aquele que luze em tudo isto!»
Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
(fotografia: Café No Chiado, Lisboa)

Rosetta Stone

Rosetta StoneThe Rosetta Stone, discovered in 1799 by soldiers in Napoleon’s invading army at the town of Rashid (Rosetta), is an ancient Egyptian granodiorite stele inscribed with a decree issued at Memphis in 196 BC on behalf of King Ptolemy V. The decree appears in three scripts: at the top the decree was written in Ancient Egyptian hieroglyphs (the traditional script of Egyptian monuments, already 3000 years old), in the middle the same decree was written in Demotic (the everyday script of literate Egyptians), and at the bottom in Ancient Greek (the language used by the government – at this time Egypt was ruled by a Greek dinasty). Because it presents essentially the same text in all three scripts (with some minor differences among them), it provided the key to the modern understanding of Egyptian hieroglyphs.

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A Pedra de Roseta, descoberta em 1799 por um soldado de Napoleão em Rashid (Roseta), é um fragmento de uma estela (pedra destinada a ter uma inscrição) de granodiorito do Antigo Egipto, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios. A sua inscrição regista um decreto promulgado em 196 a.C., na cidade de Mênfis, em nome do rei Ptolomeu V, registado em três parágrafos com (sensivelmente) o mesmo texto: na parte de cima o texto está na forma hieroglífica (escrita tradicional nos monumentos egípcios) do egípcio antigo, ao centro em demótico (forma de escrita corrente), variante escrita do egípcio tardio, e, em baixo, em grego antigo (o Egipto era então governado por uma dinastia grega).

Stone (clay) tablet

Stone (clay) tabletStone (clay) tablet, about 2400-2200 BC, with land purchase details, excavated in Mesopotamia (modern Iraq). The tablet lists purchases of land by a man named Tupsikka, with payments made in baskets of barley.

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Tablet (placa de argila) datada de 2400-2200 AC, escavada na Mesopotâmia (actual Iraque), com detalhes sobre uma transacção de terrenos de um homem chamado Tupsikka, que efectuou o pagamento através de cestos de cevada – cereal normalmente usado como moeda.

Book Wallpaper

Book Wallpaper
Early XIX century panoramic French wallpaper of sufficient rarity with scenes from Don Quixote – Manor of Sezim, Guimarães, Portugal.

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Colecção única de belíssimos papéis panorâmicos, da primeira metade do século XIX, relativos à obra-prima de Cervantes – Dom Quixote de La Mancha – na sala com o mesmo nome, na Casa de Sezim, em Guimarães.

Books and Azulejos (4th image)

Books and Azulejos (4th image)
This is probably the oldest (1719/1721) azulejos (ceramic tilework) library image in Portugal – Zacarias Franciscan Friar (1222) in his library in São Francisco de Alenquer Convent.

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São muito raras as imagens de bibliotecas anteriores ao Terramoto de 1755, e mais ainda as que pretendam retratar bibliotecas do séc. XIII, daí que o painel de azulejos (1719/1721) na entrada para os claustros do Convento de São Francisco de Alenquer (primeiro convento franciscano fundado em Portugal, em 1222, por D. Sancha, filha de Sancho I) tenha um significado e valor muito especiais. Neste painel é retratado Frei Zacarias e sua Biblioteca – este religioso franciscano teria sido enviado em missão a Portugal em 1217, por São Francisco de Assis.